Reforma tributária Imobiliária 2026- Guia expresso
Bem-vindo ao Blog da Santa Cruz Imóveis! O ano de 2026 marca o início de uma nova era para a economia brasileira. Desde o dia 1º de janeiro, a Reforma Tributária saiu do papel e entrou na sua fase prática, trazendo mudanças significativas para quem compra, vende ou aluga propriedades.
Para ajudar você a navegar nesse novo cenário, preparamos este guia com o que há de mais atual e as análises dos principais veículos de mídia.
1. O "Ano da Pedagogia": A Fase de Testes (IVA Dual)
Diferente do que muitos pensam, a mudança não será um "choque" imediato de impostos, mas sim um período de adaptação técnica. Em 2026, entramos na fase de alíquotas-teste do IVA Dual (composto pela CBS federal e o IBS estadual/municipal).
A alíquota inicial: Será de apenas 1% (0,9% de CBS e 0,1% de IBS).
Neutralidade: Para as empresas, esse valor será compensado com o que já pagam de PIS e Cofins, evitando um aumento de carga neste primeiro momento.
"O ano de 2026 é um ano de pedagogia pura. Nós vamos estar aprendendo com o desenvolvimento dos sistemas e o contribuinte vai estar também se adequando às normas." — Senado Notícias, citando o relator da reforma.
2. Locação de Imóveis: Novas Regras para Pessoas Físicas
Uma das maiores dúvidas é sobre como os aluguéis serão tributados. A partir de 01/01/26, nem todo proprietário será afetado pelos novos impostos, mas os "grandes locadores" entram no radar.
Fica estabelecido que a pessoa física será considerada contribuinte do IBS e da CBS se:
Receber mais de R$ 240 mil anuais em aluguéis;
Locar mais de 3 imóveis distintos.
Para os demais, o sistema de Carnê-Leão (Imposto de Renda) continua sendo o principal ponto de atenção. No entanto, especialistas alertam para a profissionalização da gestão imobiliária.
"A combinação entre IRPF e IVA tende a reduzir a rentabilidade líquida das locações de alta renda. Parte do impacto pode ser repassada aos aluguéis." — Forbes Brasil.
3. O "CPF do Imóvel": Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB)
Outra novidade que passa a valer agora é o CIB (Cadastro Imobiliário Brasileiro). Imagine um número de identificação único para cada propriedade no país, integrando dados de cartórios, prefeituras e Receita Federal.
Esse sistema visa aumentar a transparência e evitar a subavaliação de imóveis em transações. Embora o ITBI e o IPTU não tenham sido extintos pela reforma, eles poderão ser influenciados pela base de dados mais precisa do CIB.
4. Compra e Venda: O que muda para o consumidor?
Para quem está comprando o primeiro imóvel ou investindo em lançamentos, a boa notícia é o Redutor Social. Imóveis populares (como os do programa Minha Casa, Minha Vida) terão deduções fixas para manter a acessibilidade. Já no mercado de luxo, a tendência é de um ajuste gradual nas margens.
"Para os imóveis populares, haverá um desconto automático de R$ 100 mil sobre o valor tributado... Já imóveis de alto padrão podem ficar um pouco mais caros, com aumento estimado em torno de 3,5%." — Portal Lokatell.
Como se preparar em 2026?
Regularize sua Matrícula: A Receita Federal agora exige que o beneficiário do aluguel seja o mesmo que consta na matrícula.
Consulte seu Corretor: Na Santa Cruz Imóveis, estamos prontos para avaliar como essas alíquotas-teste impactam seu contrato.
Atenção ao Split Payment: O novo sistema de pagamento separará o imposto no ato da transação bancária, mudando o fluxo de caixa de investidores.
O mercado imobiliário em 2026 exige gestão profissional. Não deixe para entender as regras apenas no momento de assinar a escritura.

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